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Vintage foi o nome da GV Gramado, que lotou o imenso Serra Park

by Brazil Expat

Por Alexandre Padilha – Imagem Divulgação

Definitivamente Vintage Cullture é um artista 5D. Tenho nem palavras para descrever esse reencontro. O cara é rei e não foi à toa a conquista dessa coroa. Vocês precisavam presenciar a maestria, a energia desse cara. Um verdadeiro alquimista. Mediu. Dosou. Equilibrou. Foi progressivo, indiezeiro e melódico na medida certa. Não cozinhou, não esfriou. Foi perfeito para aquele momento. Um baita Dj, com set time amarrado de ponta a ponta. 

A festa do Club Catarinense, eleito cinco vezes o melhor do mundo pela revista britânica DJ Mag, fez parte da programação do Gramado Weekend 2024, tornando-se um dos finais de semana mais aguardados do ano e marcando o encerramento do 52º Festival de Cinema de Gramado. 

O line marcava sua entrada para as 3h da manhã e por volta das 2:30, quando meu ouvido aguçou para o tilintar de moedinhas batendo no fundo da lata, olho para o palco e lá este ele, fazendo um B2B com Doozie, nos salvando do som chato do começo e abrindo lentamente os portais da confusão mental. E quando tinha certeza de que estávamos onde deveríamos por direito estar, um som voraz, dançante, carregado de elementos vibratórios veio nos receber. Sim, estávamos no paraíso. Que som mais feliz! 

Com alguns quilinhos a mais na carcaça e vestindo uma camiseta que dizia: “valorize quem te mostra músicas novas”, conduziu a pista por mais de 5h, nos presenteando com alguns dos seus maiores hits e algumas novidades. Fez tudo no estilo! E claro, o público valorizou, não deixando a pista esfriar um segundo sequer. E se faltou estilo para uns, sobrou para a maioria, que combinou perfeitamente com a atmosfera sofisticada e vibrante da festa! 

A quantidade de leds trazia essa sensação mais tecnológica, mas senti falta de algo mais visual e principalmente confortável no vip e nos lounges. Muitos amigos reclamaram da cerveja quente e ruim. Ainda bem que não bebo e mergulhei de cara na parede das músicas sentindo cada textura. Uma experiência sensorial completa, um artista eletrizante, público comprometido, estrutura tecnológica e o charme do inverno na serra. O surto coletivo. Na máxima, na respectiva ordem da narrativa: Eu fui, eu tava lá! 

Eu que sempre tive preferência por uma pista com sonoridades mais obscuras e pesadas tenho me rendido cada vez mais ao som do dele. O cara é pura simpatia e energia do início ao fim. Sempre sorrindo. Toca parece que dando um tapinha nas tuas costas e dizendo “vem cá filhote, curte esse som”.

 

Vintage, seu lindo… obrigado meu (novo) rei! Excepcional!

 

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